28/06/2018

Televisão: como tudo começou

Século XX. Mais precisamente, década de 1920. John L. Baird, engenheiro escocês, elaborou o primeiro protótipo de televisão, cujos experimentos, em 1926, marcaram o início das transmissões em diversos países. “Com o surgimento do equipamento e a quantidade de informações que eram repassadas às pessoas, o teórico da comunicação e sociólogo Harold Lesswell percebeu, após diversos estudos durante a segunda guerra mundial, que a informação era transmitida sem que as pessoas pudessem ter o poder de opinar, ou seja, aceitavam tudo o que era imposto”, explica Rodrigo Pereira dos Santos, discente do 6º semestre de Comunicação Social com ênfase em Jornalismo, do Complexo Educacional FMU | FIAM-FAAM.

Em 1950, Assis Chateaubriand, jornalista e renomado influenciador na ocasião e responsável por trazer a TV ao Brasil, fundou a TV Tupi, primeiro canal brasileiro, em São Paulo. Através do aparelho, que mais parecia uma enorme caixa, levava ao povo entretenimento, lazer e informação, em programas ao vivo e improvisados. Depois dessa data, diversas outras emissoras surgiram, diversificando cada vez mais a programação. Na época da Ditadura Militar (1964 – 1986), a televisão era concentrada em pequenos grupos de empresários.  “O veículo era um meio de manipulação da população. Muitos donos de emissoras estavam e ainda estão ligados diretamente ao poder público e transmitiam o que interessava ao governo”, completa Rodrigo. “A imprensa surgiu como meio de reprimir a desinformação, com o dever de informar imparcialmente a população os assuntos cotidianos”, completa.

Atualmente, com a tecnologia avançada, esse meio de comunicação ainda é um dos mais acessíveis, e continua como um dos mais influenciáveis, pois atinge todos os públicos e meios sociais. No entanto, conforme o acadêmico, a informação nem sempre chega ao cidadão fidedignamente. “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, mas sabemos que nem sempre os veículos transmitem a informação de acordo com o trabalho ético do profissional, mas sim, de acordo com o pensamento do dono da emissora”.

O aluno enfatiza que, no curso de Jornalismo da #FMU50anos, aprendeu “que o nosso dever é ser verdadeiro, sem manipular a informação”. “A FMU, por meio dos seus docentes, mestres e doutores, me ensina a realidade da profissão. Cabe agora a nós, futuros profissionais, seguirmos o caminho da ética jornalista, lembrando que o combate às fake news (notícias falsas) é importante para a manutenção da democracia e para a busca por cidadania na sociedade.


Página atualizada em 28/06/2018 às 14h12