28 de junho

Mesma situação, diferentes denominações

Desde sempre, os termos migração, emigração e imigração confundem as cabeças das pessoas. Afinal, qual a diferença entre eles? A coordenadora do curso de Relações Internacionais do Complexo Educacional FMU | FIAM-FAAM, doutora Stella C. Schrijnemaekers, explica as propriedades de cada nomenclatura.

“Quando falamos em Imigração, nos referimos ao estrangeiro que chega para estabelecer residência fixa em outro país, que não o seu de origem. Já a Emigração é o contrário, é quando um nativo vai para um outro lugar fora de sua nacionalidade. Por exemplo, se um alemão vem morar no Brasil, o chamamos de imigrante. Se um brasileiro vai para a França, denominamos emigrante”, explica a docente.

Ficou ainda mais complicado? “Utilizamos essas denominações quando falamos de um cidadão do nosso país Natal, como o Brasil. Para o francês, nesse mesmo exemplo, o brasileiro seria o imigrante. São visões diferentes para uma mesma situação”, reforça. “E são mudanças consideradas permanentes. Não chamamos imigrantes ou emigrantes pessoas que passam apenas temporadas num outro país”, complementa.

Mas, quando falamos, então, que uma pessoa está “migrando”? A especialista responde que Migração pode ser utilizada para o deslocamento permanente ou temporário de pessoas. “O termo pode ser considerado para mudanças regionais dentro da mesma nação. Um carioca que muda para a cidade de Santa Catarina, chamamos de migrante. Nordestinos que vieram para São Paulo, também denominamos migrantes. Mas a migração não é só interna, pode se dar para outro país. Todo imigrante e emigrante migrou. A palavra serve tanto para deslocamentos internos ou externos”, esclarece Stella C. Schrijnemaekers.

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