15/04/2019

Docente da FMU fala sobre ataques de escorpiões

Os escorpiões, como outros aracnídeos, dependem do calor e água para sua reprodução.

Nas épocas de calor e muita chuva, caracterizadas nos meses de março e abril, esses animais encontram maior disponibilidade de alimentos, como mosquitos, baratas, cupins e aranhas. Eles acabam seguindo onde esses outros animais estão indo, principalmente as baratas.

Então, começam os problemas dos homens.

“Eles estão muito adaptados para condições adversas, podendo sobreviver até 1 ano sem qualquer alimento ou água. Por isso o seu controle é mais difícil. Sua carapaça, exoesqueleto, é de quitina, uma substância rígida e impermeável que lhes protege de químicos usados em dedetização”, explica o Allan Pscheidt, coordenador do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário FMU | FIAM-FAAM.

Para controlar essa praga, é preciso eliminar os locais de reprodução, como lixo acumulado em lugares quentes e úmidos. “Os aracnídeos geralmente se escondem em entulhos, sacos de lixo armazenados por muito tempo, folhas secas, roupas e calçados. Por isso deve sempre examinar toalhas, roupas e sapatos antes de usar”, enfatiza o docente.

Nas cidades ainda existem poucos predadores, diferente do que ocorre na zona rural onde galinhas e outras aves se alimentam dos escorpiões. Porém, ultimamente são registrados casos nas capitais.

A picada causa vermelhidão, inchaço, formigamento e dor local. “Em espécies de veneno mais potente, como o escorpião-amarelo, há também náusea, vômito, tremores e aumento da frequência cardíaca”, alerta Pscheidt.

Se picada, a pessoa deve lavar o local, deitar e ingerir bastante água, e seguir imediatamente para um hospital do SUS, que possui o soro antiescorpiônico.


Página atualizada em 15/04/2019 às 15h27