02/04/2008

Aluna da FMU é Campeã Sul-Americana de Rúgbi Sevens

Aluna da FMU é Campeã Sul-Americana de Rúgbi Sevens

Bárbara Santiago, 23 anos, aluna do oitavo semestre do curso de Educação Física da FMU, é um dos destaques da seleção brasileira de rúgbi sevens – uma das categorias do esporte. Este ano, a seleção trouxe mais um título para casa – o campeonato sul-americano – e com essa vitória o Brasil conseguiu classificação para o mundial, que acontecerá em 2009 em Dubai.

O que quase ninguém imagina é que as brasileiras são tetracampeãs sul-americanas e vêm se destacando cada vez mais. Este ano, passaram pela competição invictas, vencendo a final contra a Argentina, nossa grande rival no esporte.

Para Babi, como é conhecida entre amigos, tudo começou em 2002 quando entrou na faculdade. "Recebi um convite para uma reunião que aconteceria em uma das salas para a formação de um time da FMU. Sem pretensão nenhuma, fui nos primeiros treinos. Desde então, me apaixonei pelo esporte e não parei mais", conta. A aluna já participou de diversos campeonatos e esteve presente nas quatro vezes em que o país venceu o sul-americano de Sevens.

É a primeira vez que uma seleção brasileira de rúgbi vai a um mundial e a aluna da FMU confessa que as meninas ainda não sabem o que esperar. "As copas mundiais de rúgbi estão entre as mais assistidas no mundo. Sabemos que as meninas da Nova Zelândia e da Inglaterra podem ser as maiores ameaças, pois nesses países o esporte é uma tradição".

O rúgbi não é muito conhecido e divulgado no Brasil e enfrenta muitas dificuldades para se manter. Além da TV aberta não transmitir jogos e nem abordar nada sobre o esporte ainda considerado amador, existe também a questão do patrocínio. "Quem é que vai querer investir e colocar um logo em um uniforme que não aparece em lugar nenhum?", questiona Babi. Canais pagos, como a ESPN e ESPN Brasil, já começam a fazer a cobertura do esporte, mas a equipe do Brasil quase não aparece, pois ainda não chegou ao profissional. Bárbara torce para que essa vaga no Mundial traga melhorias, tanto na divulgação, quanto na situação financeira dos times.

  Os clubes estão espalhados por todo Brasil e o esporte está crescendo aos poucos. Em São Paulo, os mais conhecidos são o Bandeirantes Rugby Club, o SPAC e o Rio Branco Rugby Club. Algumas universidades também montaram suas equipes.

Bárbara explica que qualquer pessoa interessada será bem-vinda no esporte, embora muitos tenham medo, ou preconceito, por achar que se trata de um esporte violento. "Confundem violência com contato, mas as regras são mais rígidas do que as do futebol", defende. "É um esporte amigável. Depois dos jogos é comum encontrar os times adversários reunidos confraternizando",
completa a atleta.

O Rúgbi

Existem várias versões para a criação do esporte, mas a mais tradicional diz que tudo começou em 1823, na cidade de Londres, Inglaterra, quando um estudante chamado William Webb Ellis se entediou em uma partida de futebol e agarrou a bola nos braços saiu correndo. Os colegas de jogo não gostaram nada e saíram atrás tentando agarrá-lo e derrubá-lo para recuperar a bola, dando origem ao rúgbi.

Após o episódio, todos aqueles que praticavam o esporte com a mão se uniram para padronzar as regras e criaram o Football Rugby. Em 1871 foi fundada a Rugby Union, que da Inglaterra expandiu-se para o mundo, dando origem, alguns anos mais tarde, ao Futebol Americano.

O rúgbi é um esporte de contato, praticado em um campo gramado retangular, onde dois times disputam uma partida. Para pontuar deve-se conduzir a bola até o campo do adversário e largá-la depois da linha de fundo, porém ela só pode ser passada com as mãos para o jogador que está atrás. Lançamentos para frente são feitos através de chutes. Os times podem ser de quinze jogadores ou de sete (categoria sevens). O contato físico ocorre na tentativa de recuperar a bola, que é mais oval que a de futebol americano.


Página atualizada em 02/04/2008 às 11h03