29 de setembro

Processo seletivo do Grupo FMU tem redações “nota dez”

Processo seletivo do Grupo FMU tem redações “nota dez”

Para fazer uma boa redação no vestibular, é preciso, primeiramente, gostar de ler – desde os clássicos da literatura até as páginas de jornais e revistas. Mas é necessário, sobretudo, estar atualizado com as mudanças no mundo. A proposta de redação do processo seletivo do Grupo FMU, que aconteceu nos últimos dias 27 e 28 de setembro, com a presença de cerca de 2,5 mil estudantes, abordou exatamente a importância dos livros na era da modernidade.

Muitos alunos, por sua vez, mostraram bastante desenvoltura na elaboração das redações. Veja abaixo dois dos melhores textos selecionados pela Comissão do Vestibular do Grupo FMU.

 
DANIELE DOS SANTOS ISSA
Curso: Comunicação Social
Tema: O Papel dos livros na formação pessoal e profissional no início do século XXI, marcado pelas tecnologias de informação.

Diante de tantas mudanças tecnológicas e vivendo num mundo caracterizado pelo ritmo frenético de circulação de informações, muito se perguntam sobre as razões de ainda se recorrer aos velhos métodos de informação, como os livros. O que haverá num livro que a internet e a televisão não possam oferecer com muito mais realidade?

A capacidade de ser versátil é extremamente valorizada hoje em dia. Lidar simultaneamente com diversos métodos diferencia os indivíduos no todo e os tornam eficientes na execução de suas tarefas. Na falta de percepção de melhor a ser feito num momento decisivo, dificilmente haverá destaque profissional. O indivíduo fica, então, rapidamente obsoleto e gravemente limitado.

Os livros propiciam, contudo, maior contato entre indivíduo e obra, permitindo uma visão e interpretação pessoal do que nele se apresenta. As distrações são menores do que as proporcionadas pela tecnologia, e o foco se mantém mais facilmente. Aumentando a capacidade de concentração, muitas vezes agredidas pelas facilidades modernas, vai-se além da idéia pronta e do pensamento concluído, seja o livro fonte de conhecimento profissional ou apenas o bom e velho companheiro na cabeceira que nos faz pensar a vida.

A era da informação deu ao mundo velocidade, possibilidade de vivenciar de dentro de casa experiências inovadoras e de ter em mãos, em poucos minutos, praticamente qualquer informação. Entretanto, essa era tirou do mundo muito da capacidade de criação, da informação de opinião, da vontade de inovar. O livro nos lembra de que a geração do pronto precisa vez ou outra, curvar-se à geração do preparo. Muito do fruto está na origem.

GABRIELA GONZAGA EUGENIO
Curso: Biomedicina
Tema: O Papel dos livros na formação pessoal e profissional no início do século XXI, marcado pelas tecnologias de informação.

É bem verdade que o século XXI tem se mostrado como o fim das barreiras existentes entre as diversas regiões e culturas do mundo.

O avanço da tecnologia, em especial, a internet, faz com que tenha acesso de forma rápida a informações de todos os tipos, sobre os mais variados assuntos, em qualquer lugar.

Ocorre que, apesar dos benefícios quem isso pode trazer, pesquisas apontam no sentido de que os livros – os velhos e bons livros – continuam essenciais para a formação do indivíduo.

Por meio deles, as informações e os conteúdos são transmitidos gradualmente, página a página, num ritmo que o próprio leitor impõe, de acordo com suas expectativas e necessidades: uma verdadeira e inesquecível viagem.

Assim, os livros tornam-se, pouco a pouco, orientadores, companheiros, deixando referências e experiências que poderão ser transformadas ao longo da vida, de uma maneira única, calorosa, que nem mesmo a mais alta tecnologia, com certeza, será capaz de superar.