30 de setembro

Novo gestor da UNIFMU/UNIFIAMFAAM/FISP fala de projetos e metas da instituição

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Novo gestor da UNIFMU/UNIFIAMFAAM/FISP

fala de projetos e metas da instituição

 

 

Desde 13 de agosto último, a Vice-Reitoria da UNIFMU está sendo comandada por Arthur Sperandéo de Macedo. Ao aceitar o convite dos gestores do complexo educacional, Sperandéo aceitou também o desafio de ocupar o cargo de Reitor da UNIFIAMFAAM e a Diretoria Geral da FISP, funções nas quais tomou posse no dia 25 do mesmo mês.

Em ascensão profissional, formado em administração de empresas, o professor Arthur Sperandéo de Macedo* é hoje, aos 41 anos, um dos mais jovens gestores do ensino superior no país. Conhecido por sua grande habilidade e persistência em negociações educacionais é reconhecido pelo segmento privado como um dos maiores especialistas nas políticas implementadas pelo Ministério da Educação para a educação superior do país.

Em entrevista ao site, Sperandéo detalhou suas principais metas – e como alcançá-las – para sua gestão recém iniciada.

De onde vem o reconhecimento da sua competência na gestão educacional?
Penso que pela nossa participação, nesses últimos 10 anos, nos principais movimentos de transformação pela qual passou a educação superior brasileira. Acompanhamos de perto os trabalhos elaborados pela Sesu, Inep e CAPES. Fomos um dos interlocutores do setor junto aos últimos ministros da Educação. Desde o Ministro Paulo Renato, passando por Cristovam Buarque, Tarso Genro até o atual Fernando Haddad. Participamos efetivamente das discussões que resultaram nas mudanças que o ensino superior vivencia hoje. Todas essas atividades agregaram valor a nossa capacidade de gestão acadêmica e administrativa.

 

Como se deu seu envolvimento neste processo?
Fomos, ao lado de grandes educadores como Lauro Zimmer, Arthur Roquete, Éfrem Maranhão e das principais lideranças do setor educacional privado, integrantes das equipes de estudos e planejamento estratégico do segmento ao longo desses anos. Participamos juntos dos Colóquios, reuniões e debates patrocinados pelo MEC durante a elaboração do texto da Reforma Universitária, atualmente no Congresso Nacional. Integramos os grupos de trabalhos que discutiram junto ao Ministério da Educação e o Congresso Nacional o texto final do PROUNI.  Temos orgulho de ter ajudado na implantação do PROUNI. Estudamos também, a fundo, o sistema de avaliação do Ministério da Educação, acompanhando todo o processo de regulação e avaliação da educação superior do país.

Outra experiência importante foi participarmos efetivamente nos debates e trabalhos das entidades representativas do setor educacional privado que culminaram com a criação do Fórum das Entidades – atual Fórum das Associações Representativas do Ensino Superior Privado, quando pela primeira vez sentaram à mesa os principais líderes do segmento.  Sem dúvida este fato resultou numa experiência única. Proporcionou o conhecimento da realidade, a experiência e os procedimentos de IES muito distintas, mas todas vitoriosas em suas estratégias e projetos educacionais.

 

As transformações do setor continuam como o senhor acabou de apontar?
Sim, continuamos vivendo um momento de transformações na educação superior do país. Um cenário de décadas foi rapidamente modificado nos últimos dez anos com o surgimento de centenas de novas IES. O ensino superior chegou a uma nova camada da sociedade brasileira. Vivemos a “Terceira onda” dentro de um curto período de 10 anos.

A primeira “onda” veio com a abertura do mercado, a criação de centenas de novas IES e o conseqüente acesso ao ensino superior de novas camadas sociais antes relegadas ao Ensino Médio. A segunda “onda” surgiu com a necessidade de regular, controlar e avaliar o sistema. A implantação do Provão é o marco desta fase que nos remete ao SINAES e às recentes mudanças anunciadas pelo MEC (ENADE conceito preliminar de curso (CPC) e o índice geral de curso (IGC). A terceira “onda” a meu ver iniciou-se com a abertura do capital de algumas IES na Bolsa de Valores e o ingresso de capital internacional na aquisição de IES em várias regiões do país. Este quadro é fruto da “globalização” e certamente determinará repercussões importantes na educação superior brasileira, além de acirrar ainda mais a concorrência, principalmente nos grandes centros urbanos do país. Neste contexto a qualidade, a preservação dos valores culturais e éticos e a competência na gestão serão diferenciais importantes e necessários no crescimento sustentável das IES privadas.

 

A Educação Superior Privada viu crescer e ganhar status a tipologia dos Centros Universitários. Que créditos o senhor se atribui a esse crescimento?
Não é o caso de me atribuir qualquer crédito a esse crescimento. A expansão e ganho de qualidade do setor privado de ensino de modo geral e dos Centros em particular é mérito das IES, seus dirigentes, corpos discente e docente. Nossa participação se deu numa outra questão importante para os Centros Universitários. Fomos um dos principais negociadores junto ao Ministério da Educação na elaboração e publicação do texto final do Decreto de Regulamentação dos Centros Universitários. Esse texto garantiu aos Centros o retorno da autonomia universitária e o registro dos seus diplomas, cassados pelo Decreto n. 4.914.  Representamos a ANACEU – Associação Nacional dos Centros Universitários – nas audiências públicas e reuniões na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na discussão do texto e posterior aprovação do novo FIES, além de coordenar a reunião de Reitores das IES (Instituições de Ensino Superior) privadas com o MEC na discussão da proposta sobre as mudanças na utilização das verbas do Sistema S na educação.

 

Assumir a gestão de instituições tão tradicionais no Brasil é fardo ou desafio?
Antes de ser desafio é uma honra ocupar os cargos a mim destinados pela Mantenedora do Complexo Educacional FMU. Estou ciente das dificuldades e responsabilidades de ser o principal gestor de um grupo educacional de tamanha tradição e qualidade. Porém, nossas atividades anteriores, o convívio de longa data com grandes educadores e o apoio dos professores e gestores que constituem esse patrimônio extraordinário que compõem o complexo FMU, com certeza nos auxiliarão para enfrentar com sucesso as responsabilidades assumidas.

 

Crescer e se manter grande. Existe fórmula mágica?
A manutenção de um crescimento sustentável e duradouro está diretamente ligada à qualidade do ensino oferecido e às condições de acesso a Instituição de estudantes oriundos de todos os extratos sócio-econômicos. Quem não conseguir conjugar a tríade: qualidade; capacidade de inovação e prática de preços justos e compatíveis com a realidade nacional terá dificuldades no mercado cada vez mais exigente e competitivo.

O cenário nos coloca este desafio de equilibrar estes fatores acadêmicos, éticos e concorrenciais: garantindo investimentos na infra-estrutura, bibliotecas e laboratórios, adequando os valores das mensalidades à realidade nacional e à necessidade de crescer; investindo na qualidade do quadro funcional e do corpo docente. Todo o planejamento de trabalho estará baseado na manutenção da Qualidade FMU como diferencial estratégico e direito inalienável do alunado do Complexo Educacional FMU.

 

Todo bom gestor precisa de apoio e equipe, o senhor tem esse suporte?
Nenhuma gestão é fácil e tampouco realizada sem a efetiva participação da comunidade acadêmica (funcionários, docentes e alunos) e o apoio da Mantenedora. Para avançarmos de forma sustentada é fundamental este apoio. Acreditamos na proposta de trabalho, confiamos em nossa equipe. Reconhecemos o valor do nosso grupo de docentes e funcionários, como também o potencial dos alunos da instituição. Conto com a nossa determinação e o apoio e discernimento do grupo de mantenedores e gestores do complexo educacional FMU comandados pela Magnífica Reitora Professora Labibi Elias Alves da Silva e o Presidente da Mantenedora Prof. Dr. Edevaldo Alves da Silva, a quem agradecemos à confiança e o apoio.

 

(*) Arthur Sperandéo de Macedo é Vice-Reitor da UNIFMU, Reitor da UNIFIAMFAAM, Diretor Geral da FISP. É membro titular do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES), representante das universidades nomeado pelo Prefeito Gilberto Kassab. É o principal executivo da Associação Nacional dos Centros Universitários, com atuação junto ao Governo e o Congresso Nacional em Brasília.