9 de dezembro

Mídia impressa e eletrônica

Flagelados têm apoio psicológico

Curitiba e Ilhota – Psicólogos começaram a chegar ao município com o maior número de mortes provocadas pelas chuvas que atingiram o Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Com 37 óbitos, Ilhota tem moradores que perderam parentes, amigos, animais e bens materiais. Muitos terão que reconstruir a vida a partir de agora. No momento, porém, precisam de muito ânimo e apoio para começar.

Pessoas deitadas e com o olhar perdido são um sinal de que a saúde mental pode não ir tão bem. É comum encontrar esse perfil em Ilhota, principalmente entre as vítimas do temporal que se abateu sobre o Morro do Baú, na zona rural do município. Dezenas de pessoas se voluntariaram para ouvir os desabafos dos desabrigados. “A gente não sabe se dá o ombro para eles chorarem ou se chora junto”, conta a voluntária Isaura Ferretti.

Conforme explica a psicóloga do município, Isabel Vieira, o momento atual é mesmo de ouvir, já que as vítimas da enchente sentem grande necessidade de contar o que presenciaram. “Não se tem muitas repostas ainda”, afirma. “Eles indagam o que acontecerá a partir de agora, mas me parece que ninguém tem a resposta nesse momento.”

Transtornos não poupam crianças
Além dos adultos, crianças também têm apresentado transtornos psicológicos. A voluntária da Cruz Vermelha Mariana Carla de Lima conta que foi chamada para atender um bebê, uma menina de pouco mais de 1 ano, que não conseguia dormir. “Quando ela começa a dormir, ela chora”, diz. “A mãe disse que antes da enchente isso não acontecia.” A psicóloga Joyce Fischer afirma que ser sincero é o mais importante ao lidar com crianças traumatizadas. Segundo ela, deve-se partilhar as situações e conversar abertamente sobre o que aconteceu. “Às vezes, escondemos as situações achando que estamos protegendo”, afirma. “E isso é pior.”

O grupo educacional paulista FMU anunciou que enviará estudantes e professores de Psicologia para auxiliar os profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático. (ELG e BMW)

Em um dos abrigos da cidade, o produtor rural Heitor Fucks não vê a hora de voltar para o Morro do Baú, onde criava animais e tinha plantação. A casa do agricultor continua de pé, e o que ele mais quer é poder voltar para lá. “Não posso ter o coração alegre sem estar no meu lugar”, diz. Ao longo da vida, Fucks saiu apenas duas vezes da propriedade, para ver o irmão em Joinville. No abrigo, ele estranha até o gosto da água. “Levo uma vida muito diferente da que tinha antes, quando acordava às 4 horas e passava o dia na lavoura e vendo os meus netos”, conta. Antônio Fischer é outro produtor rural que também não se acostumou com a vida longe do Morro do Baú. Depois que a casa dele foi destruída, passou dois dias com o filho em Blumenau. Não agüentou. “Me criei na roça, e fico doido na cidade. Não agüentei. No apartamento, eu não fico”, desabafa.

A terapeuta e enfermeira Mirian Lago foi enviada de Florianópolis a Ilhota para avaliar o estado das vítimas. “É um trabalho de elaboração da perda de pessoas, do lugar, de bens materiais”, explica. De acordo com ela, as referências perdidas são as mais diversas: é a criança que fica triste porque não pôde trazer o cachorro; o senhor que se preocupa com o porco que não está comendo ou com o cavalo de 15 anos que ficou sozinho. Mirian está procurando deixar sugestões para a administração do município, que terá de organizar um atendimento permanente às vítimas. De acordo com o psicólogo Tônio Luna, acompanhamentos psicológicos nesses casos podem levar de um a dois anos. “Em algumas situações, o transtorno só vai se manifestar quase um ano depois”, diz.

Segundo a psicóloga Joyce Fischer, a perda de parentes, da casa e até mesmo da identidade é comum a todos os que sofreram com o desastre em Santa Catarina. No entanto, ela esclarece que cada pessoa reage de uma forma diferente nesses momentos de luto. “É importante respeitar a dor de cada um”, afirma. “Dar espaço é o melhor antes de tudo. Quem vai mostrar o que precisa é a própria vítima.” Para Joyce, não há uma fórmula de como ajudar essas pessoas. “Basta estar disposto a ouvir as necessidades delas”, diz.
Gazeta do Povo – Vida e Cidadania, 06/12/2008


Psicólogos vão atender atingidos

O Complexo Educacional FMU (FMU, FIAM, FAAM e FISP), de São Paulo, vai enviar professores e alunos de Psicologia a SC para auxiliar os profissionais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático.

O trabalho será coordenado pelos especialistas Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, docentes da instituição, que há mais de 10 anos desenvolvem projetos de intervenção em situações de emergências.

Pelo menos um caso de estresse pós-traumático já foi registrado durante a tragédia que se abateu sobre o Estado catarinense. O aposentado José Gercino se jogou na frente de um caminhão no primeiro dia de dezembro, depois de perder seus bens na enchente.

Entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresenta sintomas da doença por pelo menos um ano.
Diário Catarinense – Reportagem Especial, 07/12/2008


FMU envia psicólogos para auxiliar combate ao estresse pós-traumático em Santa Catarina

Segundo professor especialista na intervenção em situações de emergências, entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais pode apresentar sintomas da doença.

O Complexo Educacional FMU (formado pela FMU, FIAMFAAM e FISP) vai enviar professores e alunos do curso de psicologia da instituição à Santa Catarina para auxiliar os profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático. O trabalho será coordenado pelos especialistas Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, docentes da instituição, que há mais de dez anos desenvolvem projetos de intervenção em situações de emergências.

Pelo menos um caso de estresse pós-traumático já foi registrado durante a tragédia que se abateu sobre o Estado catarinense. O aposentado José Gercino se jogou na frente de um caminhão no primeiro dia de dezembro, depois de perder seus bens na enchente. “Pesquisas internacionais indicam que entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresentam sintomas da doença por pelo menos um ano”, afirma Vieira Neto.

A viagem da equipe foi viabilizada graças à parceria entre FMU, que dispensou os docentes das últimas aulas do ano e fornecerá a alimentação necessária, a Gol Linhas Aéreas, que cedeu às passagens, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que disponibilizará o transporte e a logística no Estado, e ao Moto Turismo Carpediem, responsável por alojar a equipe.

A intenção da equipe, formada também por ex-alunos, é detectar sintomas característicos de estresse pós-traumático, como ansiedade, dificuldades de sono, pesadelos, apatia, anedonia (dificuldade de sentir prazer), irritabilidade, sensação de fragilidade e vulnerabilidade, entre outros.

De acordo com a psicóloga Cláudia Maria Sodré Vieira, traumas psicológicos decorrentes de atentado a vida ou grande perda de bens desestabilizam e podem aniquilar a estrutura social e afetiva das vítimas. “Valores, crenças e objetivos passam a ser questionados, com isso, torna-se muito mais difícil superar as perdas e encarar a desesperança sem ajuda profissional.”

Cláudia Maria explica ainda que ao chegarem ao Estado, a equipe ficará baseada nas cidades de Florianópolis e Balneário Camburiú, onde prestarão atendimento e solicitarão autorização da Defesa Civil para atuarem no Vale do Itajaí. “Além de diagnosticar esse tipo de estresse na população, queremos funcionar como multiplicadores, transferindo nosso conhecimento para os psicólogos da região.”

Sobre o Complexo Educacional FMU:
Formado pelas instituições FMU, FIAMFAAM e FISP, o Complexo FMU tem 40 anos de tradição em ensino superior. São oferecidos 65 de cursos de graduação e 77 tecnológicos, além de programas de extensão universitária, pós-graduações e MBA’s.

Com mestre e doutores em seu corpo docente, a infra-estrutura da Instituição conta com 35 prédios localizados em sete campus, bibliotecas informatizadas, laboratórios, clínicas, fazenda e hospital veterinário.
Portal Nacional dos Seguros – Saúde, 07/12/2008




Alunos de psicologia vão ajudar vítimas de estresse pós-trauma em SC

Alunos, ex-alunos e professores de psicologia das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdades (Fiam) e Faculdades Integradas São Paulo (Fisp) vão a Santa Catarina para auxiliar profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático, segundo informações da assessoria das instituições. Os docentes Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, especialistas que desenvolvem há mais de dez anos projetos de intervenção em situações de emergências, vão coordenar o trabalho da equipe.

O objetivo é identificar sintomas de estresse pós-traumático, como ansiedade, dificuldades de sono, pesadelos, apatia, irritabilidade, sensação de fragilidade e vulnerabilidade, entre outros. De acordo com Vieira Neto, pesquisas internacionais indicam que entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresentam sintomas da doença por pelo menos um ano. A psicóloga Cláudia Maria disse que a equipe ficará em Florianópolis e Balneário Camboriú, solicitando em seguida autorização da Defesa Civil para atuarem no Vale do Itajaí.
BOL Notícias – Ciência, 08/12/2008


Alunos de psicologia vão ajudar vítimas de estresse pós-trauma em SC

Alunos, ex-alunos e professores de psicologia das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdades (Fiam) e Faculdades Integradas São Paulo (Fisp) vão a Santa Catarina para auxiliar profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático, segundo informações da assessoria das instituições. Os docentes Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, especialistas que desenvolvem há mais de dez anos projetos de intervenção em situações de emergências, vão coordenar o trabalho da equipe.

O objetivo é identificar sintomas de estresse pós-traumático, como ansiedade, dificuldades de sono, pesadelos, apatia, irritabilidade, sensação de fragilidade e vulnerabilidade, entre outros. De acordo com Vieira Neto, pesquisas internacionais indicam que entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresentam sintomas da doença por pelo menos um ano. A psicóloga Cláudia Maria disse que a equipe ficará em Florianópolis e Balneário Camboriú, solicitando em seguida autorização da Defesa Civil para atuarem no Vale do Itajaí.
Abril.com – Ciência e Saúde, 08/12/2008


Alunos de psicologia vão ajudar vítimas de estresse pós-trauma em SC

Alunos, ex-alunos e professores de psicologia das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdades (Fiam) e Faculdades Integradas São Paulo (Fisp) vão a Santa Catarina para auxiliar profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático, segundo informações da assessoria das instituições. Os docentes Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, especialistas que desenvolvem há mais de dez anos projetos de intervenção em situações de emergências, vão coordenar o trabalho da equipe.

O objetivo é identificar sintomas de estresse pós-traumático, como ansiedade, dificuldades de sono, pesadelos, apatia, irritabilidade, sensação de fragilidade e vulnerabilidade, entre outros. De acordo com Vieira Neto, pesquisas internacionais indicam que entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresentam sintomas da doença por pelo menos um ano. A psicóloga Cláudia Maria disse que a equipe ficará em Florianópolis e Balneário Camboriú, solicitando em seguida autorização da Defesa Civil para atuarem no Vale do Itajaí.
Último Segundo – Brasil, 08/12/2008


Alunos de psicologia vão ajudar vítimas de estresse pós-trauma em SC

Alunos, ex-alunos e professores de psicologia das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdades (Fiam) e Faculdades Integradas São Paulo (Fisp) vão a Santa Catarina para auxiliar profissionais locais no atendimento de vítimas do estresse pós-traumático, segundo informações da assessoria das instituições. Os docentes Othon Vieira Neto e Cláudia Maria Sodré Vieira, especialistas que desenvolvem há mais de dez anos projetos de intervenção em situações de emergências, vão coordenar o trabalho da equipe.

O objetivo é identificar sintomas de estresse pós-traumático, como ansiedade, dificuldades de sono, pesadelos, apatia, irritabilidade, sensação de fragilidade e vulnerabilidade, entre outros. De acordo com Vieira Neto, pesquisas internacionais indicam que entre 5% e 10% da população atingida por desastres naturais apresentam sintomas da doença por pelo menos um ano. A psicóloga Cláudia Maria disse que a equipe ficará em Florianópolis e Balneário Camboriú, solicitando em seguida autorização da Defesa Civil para atuarem no Vale do Itajaí.
UOL – Ciência e Saúde, 08/12/2008