17 de Abril

FMU é destaque na II Feira de Novos Mercados de Trabalho

FMU é destaque na II Feira de Novos Mercados de Trabalho

Diretor da Faculdade de Direito, Paulo Hamilton, explica como a era da informação impacta nas concepções jurídicas 

O professor Paulo Hamilton, diretor da Faculdade de Direito da FMU, foi um dos destaques da segunda edição da Feira de Novos Mercados de Trabalho, realizada nos dias 14, 15 e 16 de abril de 2009, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. 
 
O evento é fruto de uma parceria da OAB SP e da CAASP e contou com número recorde de 15 mil inscritos. O objetivo do encontro foi proporcionar novos negócios e ampliar a oferta de empregos e contatos entre os profissionais de direito.

Paulo Hamilton trouxe à tona um dos temas jurídicos mais palpitantes na atualidade: o Direito da Sociedade da Informação. “Hoje, vivemos numa aldeia global, interligada pela tecnologia da informação, onde as pessoas não são tratadas apenas como indivíduos, mas sim membros de grupos e de segmentos sociais”, afirmou.

“Há, portanto, um enorme desafio para os operadores do Direito compreender e atuar dentro dessa nova realidade. Não se trata apenas de desenvolver modelos jurídicos para questões da internet e da invasão de privacidade, por conta do crescimento tecnológico, mas também de garantir direitos aos grupos, às classes segmentadas na sociedade. Essa área é uma das mais promissoras para a atuação dos advogados no mundo”, complementou.

De acordo com o diretor da Faculdade de Direito, a FMU é um das poucas instituições de ensino superior no mundo a pesquisar o Direito da Sociedade da Informação. Mas Paulo Hamilton foi ainda mais longe no debate. “O avanço tecnológico nas telecomunicações, sobretudo nas mídias sociais da internet, trouxe uma maior individualização do ser humano. As pessoas trocaram as relações na vida real pelo relacionamento virtual, o que acabou criando um grande abismo entre os cidadãos”, apontou.

Sobre o impacto do avanço tecnológico nas práticas jurídicas, Paulo Hamilton foi enfático. “A tecnologia nunca vai substituir o homem nas decisões judiciais. Serve apenas para facilitar o trabalho dos operadores do Direito, mas o raciocínio nas questões legais é exclusivamente uma faculdade humana”, finalizou.