13 de Abril

Complexo FMU e Fundação Dorina Nowill lançam primeiro mapa tátil de localização urbana

Complexo FMU e Fundação Dorina Nowill
lançam primeiro mapa tátil de localização urbana
 

Dorina Nowill experimenta mapa tátil

Deficientes visuais que vivem em São Paulo ou que visitam a cidade terão à disposição mapas táteis instalados nas estações de metrô para orientá-los sobre a região em que se encontram as estações. O lançamento do primeiro sistema de localização foi realizado no dia 8 de abril de 2009, na sede da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

O mapa foi elaborado por especialistas em mobilidade e orientação do departamento de Arquitetura do Complexo Educacional FMU, FIAMFAAM e FISP, e a primeira estação a instalar foi a de Santa Cecília, na região central da capital paulista. Em um primeiro momento, voluntários de organizações não-governamentais vão orientar os  usuários sobre o uso dos mapas.

Construído com formas tridimensionais, o mapa, também disponível para consulta na Fundação Dorina Nowill, reproduz em alto relevo o urbanismo da área. A próxima estação a contar com o sistema de localização é a de Santa Cruz, que fica nos arredores da entidade.

As duas experiências no Metrô servirão como teste para que os próximos mapas sejam aperfeiçoados. Segundo a diretora executiva da Fundação Dorina Nowill e coordenadora do projeto Conexão, Ika Fleury, no mapa, o usuário consegue encontrar as principais ruas e estabelecimentos do bairro, como escolas, hospitais, igrejas, estações do metrô, restaurantes e outros pontos de referência.

Além dos quarteirões serem apresentados em relevo e com uma cor de destaque, haverá inscrições em braille e em tinta para aqueles que têm algum índice de visão. “Os mapas vão ajudar não só com os deficientes visuais, mas também outras pessoas. Por exemplo, pessoas idosas que têm maior dificuldade de ler uma letra pequena”, explicou.

De acordo com a coordenadora do curso de Arquitetura da FIAMFAAM, Paula Katakura, o projeto começou com um pequeno protótipo elaborado há alguns anos, instalado na Fundação Dorina Nowill. Nesse novo projeto, foram utilizados materiais inovadores e cores. “O mapa fica na posição horizontal, com cada quadra em relevo e o mapa colocado na estação Santa Cecília já tem um material mais eficaz, lavável, durável e com melhor contraste do que o mapa colocado na fundação.”

Para o diretor de Marketing da FMU, Sandoval Nassa, que representou Arthur Sperandéo, reitor da FIAMFAAM, no lançamento, o projeto reflete o espírito público que move o centro universitário. “Uma instituição de ensino superior não se faz apenas na sala de aula, mas também procura atender demandas sociais nas cidades, na forma de extensão”, comentou Nassa. “É uma grande honra, para nós, participarmos desse projeto, já que uma entidade do porte da Dorina Nowill só escolhe parceiros qualificados para os desafios impostos”, completou.   

O diretor-presidente da fundação, Alfredo Weiszflog, disse que a idéia é expandir o projeto para outras áreas de grande circulação, além do metrô, o primeiro a aderir à idéia. “A expectativa é convencer outros poderes públicos para que apliquem em outros locais também, porque o mapa não serve só para os deficientes visuais. Ele é um mapa tão fácil de ver e entender, que serve para outras pessoas. Quanto mais pudermos fazer sinalizações inclusivas, mais pessoas poderemos beneficiar. Um projeto inclusivo pode servir para toda população”, observou.

Weisflog citou dados de 2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta haver 180 milhões de deficientes no mundo, dos quais 40 milhões são visuais. Desses, 35 milhões têm uma deficiência visual severa. No Brasil, 14,5% da população tem alguma deficiência, com 24,6 milhões de deficientes visuais.

O deficiente visual Daniel de Moraes Monteiro já consultou o mapa e disse que ele tem uma grande riqueza de elementos, atingindo seu objetivo. “Tem uma gama de possibilidades muito grande para que o usuário do mapa se beneficie dele. Essa é uma ferramenta muito importante, desde que a pessoa com deficiência esteja pronta para usar.”

 
Mapa tátil está disponível para consulta na sede da Fundação Dorina Nowill
 
Dorina Nowill aprova mapa tátil da FIAMFAAM
 
Projeto serve para cego e pessoas de baixa visão
 
Diretor-presidente da Fundação Dorina Nowill, Alfredo Weiszflog
 
Para Dorina Nowill, o mapa tátil siginifca liberdade para deficientes visuais
 
Dorina Nowill, fundadora da entidade, Alfredo Weiszflog, diretor-presidente da fundação, Sandoval Nassa, diretor de Marketing da FMU, e Ika Fleury, diretora da fundação
 
Para Sandoval Nassa, o projeto reflete o espírito público do Complexo FMU
 
Apresentação do mapa tátil para comunidade
 
Diretores Sandoval Nassa e Ika Fleury