28 de Março

Como escolher uma boa faculdade de Direito?

Como escolher uma boa faculdade de Direito?

O Ministério da Educação anunciou que pretende cortar 13.786 vagas em 23 cursos de Direito. Esses cursos não teriam alcançado nível satisfatório na avaliação promovida por meio do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). A Folha de S.Paulo desta quinta-feira (27/3) traz a relação das instituições que foram notificadas sobre o corte em suas vagas.

Dados da OAB mostram que, em 2006, o Brasil dispunha de 1.088 cursos de Direito, que ofereciam 228 mil vagas. Alguns deles são verdadeiras armadilhas para o estudante. Depois de anos cursando uma graduação, o diploma conquistado não vale nada no mercado de trabalho.

A questão maior para quem pretende ingressar num curso de Direito – ou em outros cursos universitários – está na escolha da instituição de ensino. O Jornal da Educação – Vestibular, do professor Wagner Horta, na edição nº 174 deste mês de março, levanta alguns desses pontos.

O primeiro é que o nome da faculdade cursada tem muito peso no processo de contratação. Os profissionais formados em escolas de primeira linha têm mais facilidade de colocação no mercado, segundo entrevista da consultora de RH da Catho, Camila Mariano. Além da tradição da escola, segundo a consultora, o aluno deve analisar aspectos como a qualidade do corpo docente, as instalações físicas, os convênios, o oferecimento de estágios e a localização, entre outros pontos fundamentais para sua escolha.

O professor Paulo Hamilton Siqueira Junior, coordenador do Curso de Direito FMU, concorda que, por intermédios de alguns aspectos, é possível verificar a qualidade da instituição. O primeiro se refere ao corpo docente, que deve ser formado com mestres, doutores e profissionais experientes.

Outro ponto, extremamente relevante, segundo o coordenador, está ligado diretamente ao projeto pedagógico, em especial no que se refere à grade curricular.  “O direito regra a vida social e um bom curso deve acompanhar as mudanças da sociedade”, assegura Paulo Hamilton. “Na medida em que a sociedade evolui, surge a necessidade de criar disciplinas jurídicas que não existiam”, acrescenta. É o caso da arbitragem e da mediação, que já estão dentro do programa. “O operador do Direito no Brasil é formado para litigar. Mas ensinamos que existem outras opções. É possível formá-lo para negociar, buscar a conciliação”, defende.

O professor diz que, no caso do curso da FMU, procurou-se introduzir no currículo disciplinas modernas, que gerações anteriores não estudaram.