7 de novembro

Alunos da FMU inscrevem 55 projetos no 8° CONIC

Alunos da FMU inscrevem 55 projetos no 8° CONIC

Sob inspiração da frase de Leonardo da Vinci “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”, acontece o 8º Congresso Nacional de Iniciação Científica (CONIC), nos dias 16 e 17 de novembro, na cidade de Botucatu, cerca de 240 quilômetros de São Paulo. Neste ano, o evento terá 55 trabalhos apresentados por alunos do Complexo Educacional FMU, em diferentes áreas de conhecimento.

“A iniciação científica é um instrumento pedagógico que tem significado especial na formação dos alunos, por desenvolver o pensamento voltado para a inovação e por contribuir para o cultivo da multi e interdisciplinaridade”, explica o Presidente da Mantenedora, Prof. Edevaldo Alves da Silva.

Por acreditar nisso, o Complexo Educacional FMU incentiva o desenvolvimento de projetos em todos os seus cursos de graduação. “Todo aluno do Complexo, cumprindo as exigências regulamentares, pode se inscrever e concorrer a bolsas parciais oferecidas pelo centro universitário”, conta o Prof. Roberto Moreira, Diretor Pedagógico da instituição. “No caso dos alunos que apresentam trabalhos no CONIC, por exemplo, a FMU também se responsabiliza pelo ressarcimento do valor da inscrição, confecção dos banners e transporte coletivo até a cidade do evento”, complementa.

Prova desses investimentos e da seriedade com que a iniciação científica é tratada na instituição, é que os 55 trabalhos apresentados, seja por meio de painel ou em sala, abrangem as mais diversas áreas acadêmicas. Arquitetura, Comunicação Social, Design, Direito, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Psicologia, Moda, Nutrição e Relações Internacionais são os cursos que serão representados por alunos e orientadores em 2008.

Os trabalhos possuem estruturação sistemática e metodologia adequada, contudo, abrangem temas relacionados ao exercício das futuras profissões, escolhidos pelos próprios alunos. “Temos um aluno do curso de Direito, Rafael Rabelo, que desenvolveu seu projeto na área de Processos Trabalhistas; já na enfermagem, a aluna Natacha Winitski discorre sobre a assistência aos pacientes no pós-operatório imediato; enquanto Marina Cabo, de Relações Internacionais, pesquisou a imigração boliviana pós década de 90”, conta o Prof. Moreira. E ele finaliza: “acreditamos que em todas as áreas de conhecimento há algo novo a ser desvendado e explorado pelos alunos”.

Histórico campeão

O Complexo Educacional FMU há anos investe no desenvolvimento de projetos de iniciação científica. Esses investimentos já renderam inúmeros prêmios aos alunos, orientadores e à instituição. Em 2003, a FMU recebeu o Prêmio Reinaldo Anderlini, por ter o maior número de projetos inscritos e, em 2004, foram obtidas premiações nas áreas de Ciências de Saúde, Ciências Humanas e Sociais e Engenharias e Tecnologias. O reconhecimento maior veio em 2007, com o Prêmio Especial – Primeiro Lugar, concedido à aluna Paola Cristina Branco, do curso de Medicina Veterinária. Seu projeto “Ouriço-do-mar Antártico: um modelo de bioindicador para a contaminação petrolífera”, orientado pelo Prof. João Carlos Borges, aborda de maneira inovadora a utilização do ouriço-do-mar como modelo de biomarcador para ambientes que apresentam poluição por petróleo (fração solúvel) – já que por ser um animal com pouca capacidade de movimentação (séssil), as alterações em seu organismo são consideradas um reflexo do que ocorre naquele ambiente. Para este ano, a expectativa também é grande em relação aos projetos que serão apresentados. A própria Paola, participará novamente do Congresso. Acompanhe uma entrevista com a vencedora do último CONIC.

FMU: O que o “Prêmio Especial – Primeiro Lugar” no 7º CONIC representou para você?
Paola: É muito bom ver o reconhecimento do seu trabalho. Saber que seus esforços valeram à pena é muito gratificante, além disso, essa conquista ressaltou minha vontade de dar continuidade à pesquisa científica.

FMU: Qual a importância do apoio da FMU e de seu orientador, o Professor João Carlos Borges, no desenvolvimento do seu projeto?
Paola: O apoio foi fundamental. Esse prêmio só foi possível graças aos esforços do Prof. João Carlos. O professor idealizou, redigiu e submeteu esse projeto de pesquisa ao CNPq e obteve a aprovação. Então, ele ao escolher a equipe que participaria da pesquisa, me escolheu como aluna de iniciação científica. A FMU me concedeu a bolsa de iniciação, além disso, confeccionou o banner para apresentação no CONIC e também o pagamento da taxa de inscrição no congresso.

FMU: Sua pesquisa sobre o Ouriço-do-mar Antártico se desenvolveu de alguma forma
Paola: Sim, o projeto de pesquisa do Prof. João foi financiado pelo Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) vinculado ao CNPq. O apoio logístico dessa operação foi realizado pela SECIRM. Nossa pesquisa se desenvolveu na Antártica por ser uma região relativamente isenta de poluição e assim os dados seriam analisados com mais clareza e menos interferências de outros fatores. A expedição foi realizada entre novembro de 2006 e janeiro de 2007, cada fase dessa expedição teve duração de 30 dias, onde permanecemos na Estação Antártica Comandante Ferraz, que é a estação brasileira na Antártica, situada na Baía Do Almirantado, Ilha do Rei George. A coleta dos animais era realizada por meio de botes da estação brasileira e toda a pesquisa realizada em laboratórios da mesma estação.

FMU: Sobre o que é seu projeto deste ano?
Paola: O meu projeto este ano analisou o efeito do aquecimento global no sistema imune de ouriços-do-mar tropicais. Esse projeto de iniciação científica será reproduzido no final deste ano com ouriços-do-mar Antárticos, para que assim possamos estabelecer uma comparação entre ambas espécies sob o ponto de vista imunológico. 

FMU: Já em relação a sua carreira, quais suas expectativas?
Paola: Pretendo dar continuidade aos projetos de pesquisa, ingressar em um programa de pós-graduação stricto sensu com pesquisas voltadas ao meio ambiente.